Café em grãos pode ser uma ótima escolha para quem valoriza frescor e um sabor mais refinado na xícara. Como os grãos preservam aromas e óleos naturais por mais tempo, a bebida fica mais rica. Mas afinal, como escolher o melhor?
Para te ajudar, elaboramos um guia de como escolher o café em grão ideal, com o auxílio da nutricionista Thaís Mérici, e um ranking completo dos 10 melhores cafés em grãos.
Mas para deixar sua decisão ainda mais fácil, convidamos a barista Camila Natario para testar e avaliar 5 produtos desse ranking, trazendo impressões reais de uso.
Confira abaixo as dicas e as avaliações!

Thaís de Mérici é nutricionista, mestre e doutora em biologia celular pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É especialista em obesidade e transtornos alimentares, nutrição esportiva e fitoterapia. Atua com atendimentos em consultório desde 2012 e é adepta à escuta empática e à prescrição de “comida de verdade”. Professora universitária e mentora acadêmica, sempre lecionou disciplinas relacionadas à matriz alimentar e seus constituintes. Ela é grande entusiasta da nutrição possível e personalizada, e por isso estudar profundamente todos os alimentos faz parte de sua rotina diária de aprendizado e ensinamentos. Acompanhe Thaís no Instagram e no LinkedIn.

Publicitária e apaixonada por cafés especiais, Camila Natario viveu em Hamburgo, Alemanha, onde explorou tendências e referências de cafeterias e grãos por toda a Europa. Com formação em torra pela Specialty Coffee Association-Europe, ela se tornou uma especialista na arte do café. No Brasil, fundou o Cafehafen, uma marca de cafés especiais. Além de dominar o universo dos grãos, Camila Natario atua como consultora e expert em equipamentos e utensílios para preparo de café, ajudando tanto iniciantes quanto profissionais a extraírem o melhor sabor em cada xícara.

Formada em Design Gráfico, tenho experiência também nas áreas de marketing, tradução de textos e criação de manuais. Ao longo da minha trajetória, aprimorei um olhar atento à clareza e à organização das informações, sempre buscando uma linguagem acessível e bem estruturada. Hoje, atuo como editora de conteúdo na mybest, onde uso minha bagagem visual e editorial para ajudar na produção de conteúdos de alta qualidade para os leitores.
Todas as análises
são executadas pela mybest de forma independente.
Os especialistas convidados supervisionaram apenas o guia de como escolher o produto/serviço. Os produtos/serviços listados no ranking foram selecionados e classificados pela redação da mybest e não pelos especialistas.A mybest realiza testes independentes e, com base neles, classifica em rankings.
A mybest tem um banco de dados com mais de 2.000 produtos registrados mensalmente, com base em ferramentas próprias de pesquisas e análises. Investimos cerca de 20 horas de produção em cada um dos nossos artigos, incluindo pesquisas aprofundadas, discussões entre editores e entrevistas imparciais com especialistas em cada assunto. Tudo para garantir um conteúdo de confiança para você fazer a melhor escolha.
Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As avaliações dos especialistas reúnem impressões profissionais obtidas pelo uso real dos produtos e pelo conhecimento técnico de cada área. Todos os itens do ranking e das análises foram selecionados pela equipe mybest com base em pesquisas próprias, sem patrocínio ou influência das marcas. As avaliações não configuram publicidade, prescrição ou endosso comercial.
APASSIONATO
Avaliação da Barista Camila Natario:
O café em grãos é geralmente percebido como um produto premium, pois preserva melhor as características sensoriais do café, como aroma, sabor e cremosidade. Já o café em pó passa pelo processo de moagem antes da embalagem, o que acelera a perda desses atributos ao longo do tempo.
Por isso, a principal diferença entre o café em grãos e o moído está na preservação da qualidade e do frescor. As torrefações também oferecem cafés moídos de alta qualidade para quem não possui moedor em casa, permitindo uma boa experiência, ainda que com menor conservação do sensorial em comparação ao café em grãos.
Mas, se ficou curioso para conhecer também as melhores opções de cafés em pó, clique no link a seguir!

Durante a moagem industrial do café, é possível que os grãos se misturem com impurezas. Assim, os riscos de ter impurezas no café em grãos, que não passam por esse tipo de moagem são menore, já que são selecionados. Por isso, são mais caros.
A seguir, veja as avaliações dos 5 cafés que a barista Camila Natario provou! Você também pode conferir os prós e contras nas descrições de cada produto, abaixo do ranking.
Cafés com acidez baixa costumam ser mais fáceis de aceitar para quem está começando. Dependendo da torra e das características sensoriais de cada café, eles podem apresentar um sabor mais equilibrado, sem aquela sensação cítrica mais intensa que pode causar estranhamento em paladares iniciantes.
Por serem equilibrados, esses cafés são agradáveis até sem açúcar. As notas aparecem de forma mais limpa e delicada, às vezes até levemente adocicadas, ajudando o consumidor a se adaptar ao sabor do café especial.

Avaliação geral do produto:
Indicado para:
Confira as notas de cada característica no ranking e veja também os prós e contras na descrição de cada produto, logo abaixo.

Avaliação geral do produto:
Indicado para:
Confira as notas de cada característica no ranking e veja também os prós e contras na descrição de cada produto, logo abaixo.
Blends com torra média são ótimos para quem busca um café equilibrado para o dia a dia. Eles têm amargor moderado, acidez suave e um perfil mais versátil, agradando diferentes paladares sem ficar forte ou intenso demais.
A torra média realça notas de caramelo, nozes e chocolate, deixando o café fácil de beber. Cafés que combinam grãos de diferentes origens oferecem um sabor mais completo e harmonioso, ideal para o consumo diário.

Os blends de torra média podem combinar grãos de diferentes origens ou até de uma única propriedade, misturando talhões ou variedades distintas, como um blend de Catuaí Vermelho e Catucaí da mesma fazenda. Essa combinação busca um perfil equilibrado, unindo corpo, aroma e sabor de forma harmoniosa.

Avaliação geral do produto:
Indicado para:
Confira as notas de cada característica no ranking e veja também os prós e contras na descrição de cada produto, logo abaixo.
A torra influencia diretamente o sabor, aroma e a acidez do café. Nas torras mais escuras, a bebida apresenta amargor mais intenso, acidez baixa e notas tostadas marcantes, características associadas a um café de sabor forte e persistente.
É importante destacar que essa sensação de força nem sempre significa mais corpo. Muitas vezes, o impacto prolongado na boca vem do amargor e da carbonização do grão, e não de uma textura naturalmente sedosa ou doce.
Já a torra média preserva melhor os óleos e açúcares do grão, oferecendo equilíbrio entre intensidade, doçura e acidez. Esse perfil entrega uma bebida encorpada e complexa, com notas de caramelo, chocolate, nozes e frutas secas.

Uma alternativa para quem gosta de cafés mais fortes é buscar por um blend de grãos robusta e arábica. O robusta possui uma maior intensidade e quantidade de cafeína, que junto a qualidade do arábica, consegue entregar um excelente café para quem gosta de sabores mais próximos aos moídos de supermercado.

Avaliação geral do produto:
Indicado para:
Confira as notas de cada característica no ranking e veja também os prós e contras na descrição de cada produto, logo abaixo.
Esse tipo de café passa por processos que removem cerca de 97 a 99% da cafeína. Os métodos mais comuns incluem o uso de solventes, como o etil-acetato, o processo com água e carvão ativado e o método com CO₂ supercrítico.
As tecnologias atuais buscam preservar ao máximo o sabor e o aroma, embora alguma alteração seja inevitável. Ainda assim, os cafés descafeinados de qualidade oferecem uma ótima experiência para quem deseja apreciar a bebida com mínimo ou nenhum estímulo da cafeína.


Os métodos mais comuns de remoção da cafeína são: o uso de solventes (como etil-acetato), o processo com água e carvão ativado (como o Swiss Water Process) e o moderno processo com CO₂ supercrítico.

Avaliação geral do produto:
Indicado para:
Confira as notas de cada característica no ranking e veja também os prós e contras na descrição de cada produto, logo abaixo.
Produtos | Foto | Nota Geral | Clique para Comprar | Destaque | Pontuação Geral | Detalhes | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Equilíbrio do sabor | Aroma e complexidade | Retrogosto e finalização | Custo-benefício | Tipo | Corpo | Acidez | Torra | Aromas | Região | Quantidade | Outras Quantidades | Orgânico | ||||||
1 | APASSIONATO Café Gourmet Torrado em Grãos Delicato Notas de Avelã e Caramelo | ![]() | 4.92 | Avaliação da Barista Camila Natario: | 5.00 | 5.00 | 4.50 | 5.00 | Gourmet | Encorpado | Média | Média | Avelã e caramelo | Cordilheiras da Alta Paulista | 1 kg | 250 g | ||
2 | ORFEU Café em Grãos Clássico 1 Kg | ![]() | 4.64 | Avaliação da Barista Camila Natario: | 4.50 | 4.50 | 4.50 | 5.00 | Especial | Médio e encorpado | Média | Média | Notas frutadas, de chocolate e caramelo | Sul de Minas、Mogiana | 1 kg | 250 g | ||
3 | COFFEE MAIS Café Arara Grãos 250 g | ![]() | 3.91 | Avaliação da Barista Camila Natario: | 4.00 | 4.00 | 3.50 | 4.00 | Especial | Encorpado | Baixa | Média | Chocolate 70%, caramelo e maracujá | Sul de Minas | 250 g | Não | ||
4 | ORFEU Café em Grãos Descafeinado 250 g | ![]() | 3.87 | Avaliação da Barista Camila Natario: | 3.50 | 3.50 | 4.50 | 4.50 | Especial descafeinado | Encorpado | Baixa | Escura | Chocolate | Mogiana、Sul de Minas | 250 g | Não | ||
5 | SANTA MONICA Café Grão Orgânico 250 g | ![]() | 3.46 | Avaliação da Barista Camila Natario: | 3.50 | 4.50 | 4.00 | 3.00 | Especial | Médio | Baixa | Média | Notas de caramelo | Sul de Minas | 250 g | Não | ||
Prós
Contras
Outras características avaliadas pelo Especialista:
| Tipo | Gourmet |
|---|---|
| Corpo | Encorpado |
| Acidez | Média |
| Torra | Média |
| Aromas | Avelã e caramelo |
| Região | Cordilheiras da Alta Paulista |
| Quantidade | 1 kg |
| Outras Quantidades | 250 g |
| Orgânico |
Prós
Contras
Outras características avaliadas pelo Especialista:
| Tipo | Especial |
|---|---|
| Corpo | Médio e encorpado |
| Acidez | Média |
| Torra | Média |
| Aromas | Notas frutadas, de chocolate e caramelo |
| Região | Sul de Minas、Mogiana |
| Quantidade | 1 kg |
| Outras Quantidades | 250 g |
| Orgânico |
Prós
Contras
Outros detalhes:
Outras características avaliadas pelo Especialista:
| Tipo | Especial |
|---|---|
| Corpo | Encorpado |
| Acidez | Baixa |
| Torra | Média |
| Aromas | Chocolate 70%, caramelo e maracujá |
| Região | Sul de Minas |
| Quantidade | 250 g |
| Outras Quantidades | Não |
| Orgânico |
Prós
Contras
Outros detalhes:
Outras características avaliadas pelo Especialista:
| Tipo | Especial descafeinado |
|---|---|
| Corpo | Encorpado |
| Acidez | Baixa |
| Torra | Escura |
| Aromas | Chocolate |
| Região | Mogiana、Sul de Minas |
| Quantidade | 250 g |
| Outras Quantidades | Não |
| Orgânico |
Prós
Contras
Outros detalhes:
Outras características avaliadas pelo Especialista:
| Tipo | Especial |
|---|---|
| Corpo | Médio |
| Acidez | Baixa |
| Torra | Média |
| Aromas | Notas de caramelo |
| Região | Sul de Minas |
| Quantidade | 250 g |
| Outras Quantidades | Não |
| Orgânico |
Além dos critérios principais, vale considerar fatores que podem influenciar a experiência de consumo, como certificações, qualidade dos grãos, tamanho da embalagem, entre outros. Confira abaixo mais detalhes!
O tipo de torra influencia significativamente na qualidade do café, afetando seu sabor, aroma, acidez, corpo e outras características sensoriais. Se você busca notas mais frutadas e ácidas, a torra clara é a mais indicada.
Ela preserva a acidez natural do grão e realça os sabores frutados e florais. O corpo tende a ser mais leve. É especialmente recomendada para quem deseja aproveitar toda a complexidade de sabor do café.
O café em grãos orgânico é uma excelente opção para quem consome a bebida diariamente e se preocupa com a saúde. Cultivado sem o uso de pesticidas ou fertilizantes químicos, ele é mais puro e natural. Oferece a segurança de um produto livre de resíduos químicos, que podem ter efeitos adversos a longo prazo.
Além disso, o cultivo orgânico adota práticas mais sustentáveis, contribuindo para a preservação do solo e da biodiversidade, o que pode refletir positivamente na qualidade dos grãos e no sabor da bebida.
Ao escolher um café orgânico, vale conferir se o produto possui o Selo Brasileiro de Produtos Orgânicos, vinculado ao Ministério da Agricultura (MAPA). Esse selo indica que o cultivo segue critérios específicos definidos para a produção orgânica no Brasil.
Se está disposto a investir um pouco mais para uma experiência superior,l o café especial é a melhor escolha. Ele deve alcançar nota acima de 80 em uma escala de 100, segundo a Specialty Coffee Association of America, e se destaca por sabores complexos, com notas como frutas, chocolates e flores.
O café gourmet também é uma boa opção, com preço mais acessível. Embora seus grãos sejam selecionados com cuidado, eles não passam pelo mesmo nível de rigor dos cafés especiais. Ainda assim, oferecem uma experiência superior ao café comum, com sabor equilibrado, notas bem definidas e corpo agradável.
No Brasil, os cafés gourmet recebem um selo de qualidade emitido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Para isso, precisa receber uma nota acima de 7,3 na escala da ABIC, que vai até 10. Essa nota é uma medida da qualidade sensorial do café, garantindo sua pureza.
As embalagens de café em grãos variam de 250 g a 1 kg. Para manter sabor e aroma, é importante considerar a frequência de consumo, já que o café preserva melhor suas qualidades entre 1 e 4 semanas após aberto, podendo perder óleos, responsáveis pelo sabor e aroma.
Se você consome até 1 xícara por dia, prefira embalagens de 250 g ou 500 g. Para quem bebe de 2 a 4 xícaras diárias, embalagens de 1 kg costumam oferecer melhor custo-benefício. Já para consumo comercial, volumes acima de 1 kg são mais indicados.

Assim que o café moído entra em contato com o oxigênio ele já começa a oxidar. Isso faz com que ele vá perdendo seus óleos essenciais responsáveis pelos aromas e sabores. Por isso, o ideal é sempre moer na hora a cada xícara que fizer ou, em caso de muita necessidade, moer apenas a quantidade certa para um dia.
A escolha do melhor café em grãos e a forma de consumo podem gerar muitas dúvidas. Por isso, selecionamos as perguntas mais frequentes e as levamos à nutricionista Thaís Mérici e à barista Camila Natario. Confira abaixo as respostas.



O liquidificador não realiza uma moagem uniforme, mas uma trituração em alta velocidade. Isso gera muitos pós muito finos junto com partículas grandes, o que prejudica a extração do café. Os pós finos podem dificultar a passagem da água, enquanto as partículas maiores ficam subextraídas, comprometendo o sabor da bebida.


Prefira moer o café na hora do preparo para preservar aroma e sabor. Faça o bloom adicionando água suficiente para umedecer todo o pó, cerca do dobro do peso do café, e aguarde de 30 a 45 segundos para a liberação dos gases. Se o café ficar ácido ou fraco, ajuste para uma moagem mais fina ou use água mais quente. Se ficar amargo ou intenso demais, opte por moagem mais grossa ou água menos quente.

O café em grãos deve ser armazenado em um local fresco, seco e longe da luz e do calor. Também é importante manter bem fechado para reduzir o contato com o ar, evitando a oxidação e a perda dos óleos essenciais responsáveis pelo sabor e aroma do café.

Além disso, o ideal é usar recipientes que permitam a liberação do CO₂ dos grãos sem a entrada de oxigênio, o que prolonga o frescor. Potes a vácuo ou com válvula de CO₂ são boas opções. Outra alternativa é congelar o café em porções bem vedadas, desde que não haja umidade e o pote só seja aberto após atingir a temperatura ambiente.

A percepção de doçura não está diretamente ligada ao café ser em grãos ou moído, mas ao frescor da moagem. Moer o café pouco antes do preparo preserva melhor os aromas e compostos voláteis associados à doçura, como notas de caramelo, mel e baunilha. Após a moagem, a oxidação acelera e essas características se perdem mais rapidamente.

O café em grãos cru é aquele que não passa pela torra. Ele é ainda mais rico em antioxidantes, porém é extremamente amargo e não muito palatável. Alguns o consomem por seu efeito termogênico que auxilia na perda de peso, outros citam que auxilia na regulação do açúcar no sangue.
Também é dito que o café em grãos cru pode ter bons efeitos na saúde cardiovascular, além de ser poderoso como antioxidante que combate os radicais livres. No entanto, não costuma ser fácil de ser ingerido nesse formato. Lembrando que o café torrado também possui uma alta quantidade de antioxidantes.

O café verde é rico em ácido clorogênico, antioxidante estudado por seus possíveis efeitos na modulação da glicose, atividade termogênica e saúde cardiovascular. No entanto, esses benefícios estão associados principalmente a extratos concentrados usados em pesquisas, e não ao consumo direto do grão cru, que pode ser amargo, adstringente e apresentar riscos microbiológicos.
Após escolher o seu café em grão, você precisará de um bom moedor, não é mesmo? Além disso, precisará preparar a sua bebida! Pensando nisso preparamos artigos com os melhores moedores de café elétricos e manuais, e com as melhores cafeteiras italianas. Clique nos links abaixo e confira!
1º lugar: APASSIONATO|Café Gourmet Torrado em Grãos Delicato Notas de Avelã e Caramelo
2º lugar: ORFEU|Café em Grãos Clássico 1 Kg
3º lugar: COFFEE MAIS|Café Arara Grãos 250 g
4º lugar: ORFEU|Café em Grãos Descafeinado 250 g
5º lugar: SANTA MONICA|Café Grão Orgânico 250 g
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