favlist
Creator Image
Transcendemos
Consultoria em Diversidade e Inclusão
Autismo e TDAH na Cultura Pop: 8 Podcasts, Séries e Animações com Representatividade

Autismo e TDAH na Cultura Pop: 8 Podcasts, Séries e Animações com Representatividade

Um assunto que pipoca no Twitter, semana sim, semana não, é Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Autismo não fica muito atrás...

É comum a gente pensar que sabe o que é TDAH (crianças brancas do sexo masculino que são inquietas) e Autismo (crianças brancas do sexo masculino que são muito quietas), mas será que você realmente sabe? Algumas representações glorificam estereótipos que não têm muito a ver com a realidade.

Pensando nisso, criei uma lista com 8 indicações de podcasts, animações e séries pra você descobrir um pouquinho mais sobre TDHA e Autismo. Pode amarrar o cinto, ajeitar as costas e vem comigo conferir!


Autoria:
Ange Muniz, designer na Transcendemos Consultoria
  • Thata Finotto
    Tribo TDAH

    Tribo TDAH é o primeiro e único podcast em português a falar sobre TDAH. Sempre ativo nas redes sociais, o podcast traz referências de estudos científicos para todos os temas abordados.

    Com episódios novos quinzenalmente, toda primeira e terceira quinta-feira do mês, os episódios costumam durar entre 40 minutos e 1 hora. Há alguns mais curtos, outros mais longos, mas são ótimos para ouvir no transporte, fazendo alguma faxina pesada ou até trabalhando. 

    Os temas são variados: desde a síndrome do impostor, até discussões na Câmara dos Deputados. O podcast tem dicas até pra te ajudar a explicar o TDAH pro crush. Olha que legal!

    Se você suspeita que tem TDAH, foi diagnosticado recentemente ou conhece alguém que tem e quer se aprofundar melhor no assunto, Tribo TDAH é com certeza o podcast pra você!
  • Introvertendo

    Como já diz no slogan do próprio podcast, o Introvertendo é um espaço feito por e para autistas. Surgiu em 2018 e continua na ativa até hoje, com episódios semanais. O podcast aborda temas como disfunção executiva, sexualidade, etnias, diagnóstico e muito mais. Com mais de duzentos episódios, o que não falta é assunto para ouvir.

    Os episódios costumam ter por volta de 30 a 45 minutos (ideal para ouvir lavando pratos ou arrumando o quarto), e é interessante tanto para autistas, quanto para pessoas próximas de autistas – ou então para pessoas que querem apenas saber mais do assunto.

    Destaco aqui a tranquilidade das conversas! Sempre são gostosas de ouvir. Um dos fundadores, Tiago Abreu, também escreveu um livro maravilhoso para quem quer se aprofundar nesse assunto: O que é Neurodiversidade?, lançado em 2022. Tanto o livro quanto o podcast valem muito a pena!
  • Dan Harmon
    Community

    Focada em seis pessoas que montam um grupo de estudos numa faculdade comunitária, Community exagera os estereótipos ao máximo. Normalmente isso faria qualquer série parecer chata e superficial, mas em Community os clichês são muito bem tratados!

    Um dos personagens mais divertidos de toda a série é Abed Nadir, um muçulmano autista que é apaixonado por cinema.

    Apesar de ser interpretado por um ator neurotípico e, por vezes, ter o jeito robotizado do estereótipo de autista, Abed não é definido por isso. Ele e seu melhor amigo, Troy, conseguem ser os personagens mais carismáticos da série, principalmente com suas tentativas de programa matinal “Troy and Abed in the Morning" todo final de episódio.

    O brilhantismo de Abed não é por acaso: o criador da série, Dan Harmon, descobriu que era autista enquanto escrevia o Abed para a série. Muito massa, né?
  • ND Stevenson
    She-Ra e as Princesas do Poder

    A versão recente desse clássico traz uma releitura muito mais diversa da história de She-Ra, a irmã do He-Man. Nesse caso, He-Man nem existe nessa história. 

    Os protagonistas são Adora, uma moça esforçada e perfeccionista; Cintilante, princesa de Lua Clara que prefere se aventurar a lidar com as formalidades da realeza; e Arqueiro, um cara super inteligente que é o personagem mais fofo que alguém poderia imaginar.

    Trazendo grande representatividade em questões como raça e etnia, sexualidade e identidades de gênero, a animação também tem uma personagem autista: Entrapta. Mais velha que as outras princesas, Entrapta não sabe lidar tão bem com demandas sociais, mas se esforça para aprender. 

    Sua natureza extrovertida vai na contramão do clichê de autistas calados e robotizados, trazendo uma variação divertida de assistir.
  • Hamish Steele
    Guardiões da Mansão de Terror

    Lançada há pouco tempo, Guardiões da Mansão de Terror é uma animação da Netflix que me surpreendeu bastante. Baseada na webtoon Dead Endia, os protagonistas do desenho são Barney, um homem judeu trans; Norma, uma americana-paquistanesa autista; e Pugsley, um pug. A animação acerta em tudo que se propõe a fazer!

    Hamish Steele, criador da série, apresenta diversas questões de Norma enquanto pessoa autista: sensibilidade e sobrecarga sensorial, interesses especiais, dificuldade em socialização… mas ser autista é apenas uma das muitas características da personagem. Ela é aventureira, focada, incrivelmente determinada e leal.

    Norma é tão bem escrita que, quando Hamish Steele contratou consultores autistas para dar o ok na personagem, os consultores ficaram surpresos em ver um trabalho tão bem feito. Não é por acaso: Hamish Steele é autista e descobriu enquanto escrevia a história.
  • Dana Terrace
    The Owl House

    The Owl House conta a história de Luz Noceda, uma garota negra, latina, bissexual e com TDAH que não consegue se encaixar nos moldes de tudo que esperam dela. Sua mãe a inscreve no Acampamento “Pense Dentro da Caixinha” para controlar sua hiperatividade e criatividade, mas Luz acaba escapando para um mundo de magia, mistérios e aventuras.

    Inspirado nas pinturas barrocas de Hieronymus Bosch, as Ilhas Ferventes é um cenário tão diverso e misterioso quanto a adolescência pode ser. Com representações de personagens de diversas etnias, sexualidades e identidades de gênero, The Owl House mostra a vida de Luz como adolescente e sua evolução.

    A animação sai do básico de “TDAH desatento e hiperativo”: podemos ver a protagonista aprendendo de um jeito diferente, mas evoluindo e amadurecendo. Pra quem gosta de aventura, comédia e fantasia, esse é um prato cheio!
  • Rick Riordan
    Saga Percy Jackson

    A conhecidíssima série de livros, que virou uma série de filmes e tem uma série (só série mesmo) em produção pela Disney+, tem representação de pessoas com TDAH! Os semideuses dos livros têm TDAH e dislexia – que seriam amostras de seus reflexos semidivinos e tendência a ler grego antigo. 

    O assunto é abordado em outros momentos da história, já que Percy (o personagem principal) tem dificuldades na escola, é um garoto impulsivo e tem memória curta. Annabeth, uma das protagonistas que também tem TDAH e dislexia, é conhecida por ser inteligente e conhecer bastante sobre seus interesses – outro traço presente em muitas pessoas com TDAH.

    A saga Percy Jackson tem cinco livros. Logo em seguida temos a série Heróis do Olimpo, que volta com vários dos personagens da saga anterior. É uma leitura divertida e tranquila, ideal para jovens e adolescentes que gostam de aventura e estão entrando agora no mundo da leitura.
  • Blizzard Entertainment
    Overwatch

    Disponível para várias plataformas e vencedor de diversos prêmios, como Jogo do Ano 2017 e Melhor Jogo de eSports 2016, 2017 e 2018 pelo The Game Awards, todo mundo já ouviu falar de Overwatch. Do jogo aos cinematics e quadrinhos, Overwatch traz uma variedade enorme de nacionalidades, etnias e funções em seus personagens.

    E aqui falo sobre Satya Vaswani, mais conhecida como Symmetra: uma indiana que usa um projetor de fótons para dobrar a luz e dar dano no jogo. Num dos quadrinhos publicados, a personagem diz que as pessoas costumam perguntar se ela “está no espectro”, o que a incomodava, pois sabia que era verdade. Hoje, entretanto, ela não se incomoda, pois sabe que consegue fazer coisas incríveis. 

    Uma carta de Jeff Kaplan, um dos diretores do jogo, confirma que sim, o “espectro” referido no quadrinho era o espectro autista, sendo Symmetra uma personagem autista.

favlists de Transcendemos

O Que é Lugar de Fala? 6 Conteúdos para Refletir Sobre o Tema

O Que é Lugar de Fala? 6 Conteúdos para Refletir Sobre o Tema

Livros de Autoras Negras Brasileiras: 7 Obras Que Fogem à Temática do Racismo

Livros de Autoras Negras Brasileiras: 7 Obras Que Fogem à Temática do Racismo

Livros Infantis: Veja 6 Obras para Ensinar o Respeito às Diferenças

Livros Infantis: Veja 6 Obras para Ensinar o Respeito às Diferenças