Biografias Feministas: Conheça 10 Mulheres Importantes para a Libertação Feminina

Biografias Feministas: Conheça 10 Mulheres Importantes para a Libertação Feminina

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Cila Santos
QG Feminista
  • Catel Muller e José-Louis Bocquet
    Olympe de Gouges (Graphic Novel)


    Cila Santos

    Olympe de Gouges foi uma escritora e ativista política francesa do século XVIII. Sua obra mais famosa é a "Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã", escrita em 1791, onde reivindica, através de uma releitura irônica da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (que não menciona mulheres), a igualdade em direitos da mulher e do homem.

    Olympe de Gouges também lutou contra a escravidão e defendeu os direitos dos filhos ilegítimos e das mulheres abandonadas pelos maridos. Sua posição política e seus escritos provocativos a tornaram uma figura controversa na França da época.

    Ela foi presa e guilhotinada em 1793, por apresentar, segundo as autoridades francesas, um comportamento incompatível com o seu papel de mulher.

    Apesar de ter sido esquecida por muito tempo, Olympe de Gouges é hoje reconhecida como uma das pioneiras do feminismo e dos direitos humanos.
  • Kate Kirkpatrick
    Simone de Beauvoir: Uma Vida


    Cila Santos

    Simone de Beauvoir foi uma escritora, filósofa e feminista francesa nascida em Paris em 1908. Ela é mais conhecida por seu livro "O Segundo Sexo", publicado em 1949, que se tornou um marco do movimento feminista.

    A obra aborda a condição da mulher na sociedade e como a fêmea humana adulta é moldada por fatores culturais e históricos tornando-se o "segundo sexo", sendo subalternizada e condicionada ao controle do seu corpo pelos homens. Essa obra foi precursora do desenvolvimento de toda uma teoria feminista que seguiu.

    Simone de Beauvoir também escreveu sobre questões feministas ao longo de sua vida, incluindo a discriminação contra as mulheres na educação, no trabalho e na política. A escritora faleceu em 1986 aos 78 anos, deixando um legado importante na luta pelos direitos das mulheres e na filosofia existencialista.
  • Alexis De Veaux
    Warrior Poet: A Biography of Audre Lorde (Inglês)


    Cila Santos

    Audre Lorde foi uma escritora, poeta e ativista afro-americana nascida em 1934 .É considerada uma das mais importantes vozes do movimento feminista.

    Foi uma ativista comprometida com a luta pelos direitos civis, tendo participado de manifestações e protestos contra a discriminação racial e a opressão de gênero.

    Lorde confrontou as questões de racismo no pensamento feminista e em seus escritos abordou raça, gênero, sexualidade e classe, desafiando a opressão e a marginalização enfrentadas pelas mulheres negras e lésbicas.

    Seus escritos são baseados na "teoria da diferença", a ideia de que apesar de feministas acharem necessário apresentar a ilusão de um todo unificado sólido, a própria categoria de mulheres está cheia de subdivisões.

    Lorde faleceu em 1992. Ela é lembrada por sua coragem, sua poesia poderosa e sua luta incansável por uma sociedade mais justa e inclusiva.
  • Martin Duberman
    Andrea Dworkin: The Feminist as Revolutionary (Inglês)


    Cila Santos

    Andrea Dworkin foi uma escritora, feminista e ativista norte-americana (1946 - 2005). Sua obra abrange diversos gêneros, incluindo ensaios, romances e poesia. Seu livro "Pornography: Men Possessing Women", publicado em 1981, gerou debates acalorados sobre a relação entre pornografia e violência sexual contra as mulheres.

    Além de seu trabalho como escritora, Dworkin também foi uma ativista política, lutando por questões como o direito ao aborto, a igualdade salarial e a violência contra as mulheres. Ela foi uma das fundadoras do grupo feminista "Women Against Pornography" e trabalhou em colaboração com outras organizações feministas para combater a exploração sexual.

    Dworkin deixou um legado significativo na luta pelos direitos das mulheres e na crítica à pornografia e à prostituição. Sua obra continua a influenciar o debate público sobre a violência contra as mulheres.
  • Gerda Lerner
    Fireweed: A Political Autobiography (Inglês)


    Cila Santos

    Gerda Lerner foi uma historiadora, escritora e ativista feminista austríaca-americana (1920 - 2013). Iniciou sua educação superior somente aos 40, quando os próprios filhos estavam na escola e tornou-se uma das fundadoras do campo de História Afro-Americana.

    Foi presidente da Organização dos Historiadores Americanos, tendo representado um papel chave no desenvolvimento de um currículo de História da Mulher, argumentando que as mulheres estavam ausentes das narrativas históricas convencionais.

    Seu trabalho como historiadora e escritora ajudou a colocar as mulheres no centro da história e a desafiar a noção de que a história é contada apenas pelos vencedores.

    Lerner deixou um legado significativo na luta pelos direitos das mulheres e na construção de um campo de estudos de história das mulheres. Sua obra "A Criação do Patriarcado" é o ponto de partida para qualquer estudo de teoria feminista, ainda hoje.
  • Teresa Cristina de Novaes Marques
    O Voto Feminino no Brasil (história de Leolinda Figueiredo Daltro e mais)


    Cila Santos

    Leolinda Figueiredo Daltro (1864-1935) foi professora, sufragista e indigenista brasileira. Considerada uma das principais figuras do movimento feminista brasileiro, em 1910, juntamente com outras mulheres, fundou o Partido Republicano Feminino.

    Em 1917 liderou uma passeata exigindo a extensão do direito e voto às mulheres. Daltro organizou campanhas de conscientização, fez discursos e escreveu artigos em jornais e revistas em defesa dos direitos das mulheres.

    Fundou o Partido Republicano Feminino, bem como três jornais dedicados à mulher. Por mais de dez anos, Leolinda e suas companheiras de partido criticaram a cidadania incompleta das mulheres e participaram de todos os eventos possíveis para ter repercussão na imprensa.

    Leolinda percorreu o interior do Brasil a fim de estimular a alfabetização laica de comunidades indígenas, uma vez que o sistema vigente na época era de catequização e conversão ao catolicismo.
  • Alex Ratts e Flávia Rios
    Lélia Gonzalez - Retratos do Brasil Negro


    Cila Santos

    Lélia Gonzalez (1935 - 1994) foi uma intelectual, autora, política, professora, filósofa e antropóloga brasileira. Dedicou sua vida à luta pelos direitos das mulheres negras e pela valorização da cultura afro-brasileira. Foi uma das pioneiras nas discussões sobre a relação entre gênero, classe e raça no mundo.

    Ajudou a fundar instituições como o Movimento Negro Unificado (MNU), o Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), o Coletivo de Mulheres Negras N'Zinga e o Olodum. Sua militância em defesa da mulher negra levou-a ao Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), no qual atuou de 1985 a 1989.

    Sua trajetória e contribuição são reconhecidas e celebradas até os dias de hoje, e ela é considerada uma das principais referências do pensamento afro-brasileiro.
  • Maria Amélia de Almeida Teles (Amelinha)


    Cila Santos

    Maria Amélia de Almeida Teles(1937), também conhecida como Amelinha Teles, é uma importante militante e ativista brasileira que se destacou na luta contra a ditadura militar no Brasil.

    Em 1972, Amelinha Teles foi presa pelo regime militar, tendo passado mais de três anos na prisão, onde sofreu tortura física e psicológica. Após sua libertação, continuou a lutar pelos direitos humanos e pela democracia no Brasil, se envolvendo na luta pela anistia dos presos políticos e na criação de organizações que lutavam pelos direitos das mulheres e dos trabalhadores.

    Em busca de justiça, Amélia Teles foi a primeira vítima na História do Brasil a ter sua reivindicação declaratória contra um criminoso político, fazendo com que Ustra se tornasse o primeiro (e único) militar a ser declarado torturador.
  • Maria da Penha, Albanisa Lúcia Dummar Pontes, e outros
    Sobrevivi... Posso Contar


    Cila Santos

    Maria da Penha (1945) é uma farmacêutica brasileira que se tornou uma defensora dos direitos das mulheres após sofrer violência doméstica.

    Em 1983, foi vítima de tentativa de feminicídio por parte de seu marido. Ela ficou paraplégica como resultado da violência e passou anos lutando para obter justiça.

    Após anos de impunidade e injustiças no sistema judiciário, Maria da Penha decidiu levar o caso para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Sua luta resultou em uma condenação histórica do Estado brasileiro por não ter protegido seus direitos humanos.

    Em 2006, foi promulgada a Lei Maria da Penha, que estabelece medidas de proteção e punição mais severas para os agressores de mulheres, considerada um marco importante na luta pelos direitos das mulheres no Brasil.

    Maria da Penha hoje é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres. É fundadora do Instituto Maria da Penha, uma ong sem fins lucrativos que luta contra a violência doméstica contra a mulher.
  • Sabrina de Campos


    Cila Santos

    Sabrina de Campos (1980) foi uma ativista brasileira que se dedicou a lutar pelos direitos das mulheres e das crianças vítimas de abuso e exploração sexual.

    Criou dezenas de empreendimentos e projetos com objetivo de gerar renda para mães de crianças doentes renais, pessoas com deficiência visual, mulheres surdas, idosas e jovens cineastas.

    Esteve envolvida por diversas vezes em denúncias anônimas e resgates de mulheres aliciadas para o tráfico humano em países da Europa, e mais recentemente, na co-criação do movimento Coame (Combate ao Abuso no Meio Espiritual), onde organizou a denúncia coletiva de centenas de mulheres às autoridades pelos crimes cometidos por líderes espirituais João Teixeira de Faria (João de Deus), Sri Prem Baba, Edir Macedo, Gê Marques, Ananda Joy, Deva Nishok, entre os mais conhecidos.

    Segundo seus familiares, Sabrina foi obrigada a cometer suicídio por membros de uma quadrilha de tráfico humano da qual estava denunciando, vindo a óbito em 2019.

    Atualmente sua família vive sob proteção na Europa e segue o legado de Sabrina, atendendo as vítimas e encaminhando os casos para as autoridades.

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