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Cristian Wari’u
Comunicador indígena
Artistas Plásticos Indígenas: 5 Brasileiros Contemporâneos para Seguir

Artistas Plásticos Indígenas: 5 Brasileiros Contemporâneos para Seguir

É importante falarmos mais sobre a existência dos artistas indígenas para a valorização e reconhecimento das culturas indígenas na sociedade brasileira.

A arte produzida por esses artistas traz uma perspectiva única e autêntica, retratando a riqueza e a diversidade das tradições indígenas de forma sensível e poderosa!

Além disso, a visibilidade desses artistas é fundamental para desafiar estereótipos e preconceitos que existem em relação aos povos indígenas e contribuir para a construção de uma sociedade mais inclusiva e respeitosa.

Então, aqui trago uma seleção de 5 perfis de artistas indígenas brasileiros que vale a pena seguir. Confira!
  • Daiara Tukano

    Uma das artistas de maior destaque na atualidade, Daiara Hori Figueroa Sampaio – Duhigô – é do povo indígena Tukano do Alto Rio Negro, na Amazônia brasileira. Além de artista e ativista, é também educadora e comunicadora.

    Graduada em Artes Visuais e mestre em Direitos Humanos pela Universidade de Brasília (UnB), é pesquisadora do direito à memória e à verdade dos povos indígenas e também ganhadora do Prêmio PIPA Online em 2021, considerado o mais relevante prêmio brasileiro de artes visuais.

    Em seus trabalhos mais recentes, apresentados na exposição intitulada Amõ Numiã, Daiara Tukano coloca em imagens suas visões de Hori, as mirações causadas pela ayahuasca.

    Em telas de grandes dimensões que representam mulheres gigantes, dançando ou segurando instrumentos e ferramentas, Daiara apresenta também histórias da cosmogonia Tukano que falam sobre a importância feminina para a formação da sociedade. Tudo em padrões e cores vibrantes!
  • Denilson Baniwa

    Denilson Baniwa é um ativista e artista visual indígena do povo Baniwa, nascido em Barcelos (AM), que atualmente reside e trabalha em Niterói (RJ). Desde 2015, Denilson também atua como defensor dos direitos dos povos indígenas e realiza palestras, oficinas e cursos, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil e na Bahia.

    Em 2018, ele realizou uma mostra na Galeria de Arte da Universidade Federal Fluminense e participou da residência artística da quarta edição do Festival Corpus Urbis, no Oiapoque (AP).

    Denilson também expôs seu trabalho em várias outras mostras, incluindo CCBB, Pinacoteca de São Paulo, CCSP, Centro de Artes Hélio Oiticica, Museu Afro Brasil, MASP, MAR e Bienal de Sidney.

    Além de artista visual, ele é publicitário, articulador de cultura digital e hackeamento, e tem contribuído para a construção de uma imagem indígena em diversos meios, como revistas, filmes e séries de TV.
  • Yacunã

    Yacunã, Sandy Eduarda Vieira, é uma artista e ativista indígena da comunidade Tuxá de Rodelas (BA). Ela se destaca por suas ilustrações digitais que retratam a pluralidade das mulheres indígenas, com ênfase em temas interseccionais como raça, gênero, sexualidade e política.

    Yacunã utiliza a tecnologia e as mídias sociais como suas principais ferramentas na luta contra o racismo, usando softwares de código aberto para criar arte que reflita a espiritualidade, a memória e a sabedoria dos anciãos de seu povo.

    Suas obras já foram expostas em importantes instituições nacionais, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Museu de Arte do Rio. Atualmente ela faz parte de uma exposição coletiva no Instituto Tomie Ohtake, com curadoria de Priscyla Gomes.
  • Aislan Pankararu

    Aislan Pankararu é um artista e médico brasileiro do povo Pankararu que redescobriu sua paixão pela arte em 2019.

    Ele usa elementos pictóricos tradicionais de pintura corporal de seu povo para criar desenhos e pinturas em papel kraft e tela, destacando a luta e a resistência do seu povo.

    Suas obras já foram expostas em vários locais, como o Memorial dos Povos Indígenas e o Museu Nacional da República, e fazem parte dos acervos do Instituto Inhotim e da Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea.
  • Uýra

    Emerson é uma indígena de 30 anos e dois espíritos (trans), formada em Biologia e mestre em Ecologia, que atua como artista visual, arte educadora e pesquisadora.

    Ela vive em Manaus, onde se transforma em Uýra, uma árvore que anda e narra histórias de diferentes naturezas via fotoperformances e performance.

    Seu trabalho tem como foco os sistemas vivos e suas violações, além da memória e diásporas indígenas. Ela já participou de diversas exposições no Brasil e no exterior e apresentou duas individuais em 2022, no Museu de Arte do Rio (MAR) e no Museu de Arte Moderna do Rio (MAM).


    Foto 2: Hick Duarte, para Vogue Brasil