favlist
Creator Image
Cris dos Santos
Brafrika Viagens
Afroturismo em Maceió: 5 Lugares para Aprender Sobre a História Negra do Brasil

Afroturismo em Maceió: 5 Lugares para Aprender Sobre a História Negra do Brasil

Maceió é conhecida como o caribe brasileiro, mas para além das belíssimas praias e do mar azul-turquesa, a capital alagoana guarda um importante capítulo da história negra do Brasil.

É possível conhecer empreendimentos negros através da música, da culinária, de festivais e ainda visitar o Quilombo dos Palmares, terras que foram símbolo de resistência e liberdade, das lutas de Aqualtune, Zumbi, Dandara, Gangazumba e outros.

Nesta lista apresento 5 lugares para praticar afroturismo em Maceió, fortalecer o afroempreendedorismo e saber mais sobre a história que não nos foi contada, a história negra do Brasil!

Acreditamos que independente da cor, raça, credo, gênero ou orientação sexual, todos temos a ganhar quando conhecemos melhor a história dos povos africanos que constituem nosso país.

Quem faz afroturismo, não volta a mesma pessoa para casa. Sua viagem afrocentrada trará um pouco da sua própria história!
  • Festival Vamos Subir a Serra

    Vamos subir a Serra é o festival que fortalece a cultura afro alagoana. Realizado pelo Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, o festival acontece em novembro, em comemoração ao Dia da Consciência Negra.

    Ele já teve seis edições, com shows musicais, oficinas, experiências gastronômicas, empreendedorismo, beleza, debates, palestras e participação de personalidades importantes do movimento negro.

    Vale a pena conhecer se estiver passando por Maceió nessa época do ano!
  • Quilombo dos Palmares

    Quilombo dos Palmares é o maior símbolo de luta e resistência negra no Brasil. Localizado na Serra da Barriga, em União de Palmares, fica a cerca de 80 km de Maceió.

    O Parque Memorial Quilombo dos Palmares nos leva a um mergulho ao passado. Ao adentrá-lo, reverenciamos essas terras, entramos de pés descalços e mergulhamos na história carregada de luta e resistência.

    Em nossa visita, fomos guiados pelo Sr Helcias Pereira, figura importante e atuante do Movimento Negro e integrante do centro de Cultura Anajô, que nos relatou fatos históricos e marcantes das lutas de Zumbi.

    Para quem visita Maceió, este é um lugar sagrado que todos deveriam conhecer!
  • Restaurante Baobá

    Cercada pela mata, aos pés da Serra da Barriga, fica a chácara de Maria Neide Martins, mais conhecida como ialorixá Mãe Neide. Ela é uma das figuras mais importantes de religiões de matriz africana e considerada patrimônio vivo do Estado de Alagoas.

    Mãe Neide é gastróloga, embaixadora da culinária alagoana e também fundadora da ong Inaê, onde trabalha com projetos sociais.

    No restaurante Baobá, comandado por ela, o visitante encontra pratos aquecidos em panelas de barro, deliciosos mini acarajés e o melhor da culinária afro-brasileira!
  • Ateliê Dona Irinéia

    Irinéia Rosa Nunes da Silva, de 74 anos – ou Dona Irinéia, como é chamada carinhosamente –, é uma das mais conhecidas artesãs de cerâmica popular brasileira.

    Reconhecida como mestra artesã do Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2005, a história de dona Irinéia está entrelaçada com a história do povoado quilombola Muquém, onde nasceu em 1949.

    Com seu jeito simples e fala mansa, ela dá vida ao barro e suas peças são conhecidas em todo o Estado de Alagoas. A mais famosa delas, apelidada de O Beijo, foi instalada em formato gigante em Lagoa da Anta (Maceió), uma homenagem feita pelo governo de Alagoas a todos os mestres e artesãos.

    Visitas ao atelier precisam ser agendadas com antecedência.
  • Monumento Jangada Independência

    O monumento Jangada Independência é uma homenagem aos quatro jangadeiros alagoanos que representaram Alagoas nas comemorações do centenário da Independência do Brasil, em 1922, no Rio de Janeiro.

    Umbelino José dos Santos, Joaquim Faustilino de Sant’Ana, Eugênio Antônio de Oliveira e Pedro Ganhado da Silva navegaram de Maceió até o Rio de Janeiro em uma embarcação formada por seis paus e um pequeno mastro com vela, sem nenhum aparelho de navegação.

    Após muitos percalços e 98 dias no mar, os jangadeiros chegaram à Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, onde foram recebidos com honrarias pelo então presidente da República, Arthur Bernardes.

    O monumento de 9 metros de altura fica na Orla de Ponta Verde e foi construído com madeiras de eucalipto. Além da vista linda da praia, vale a pena a visita pela história de coragem e superação dos alagoanos que viraram heróis nacionais.

favlists de Cris dos Santos

Afroturismo em São Paulo: 9 Passeios e Dicas Imperdíveis na Capital

Afroturismo em São Paulo: 9 Passeios e Dicas Imperdíveis na Capital

Festivais Afro: 6 Opções Para Celebrar a Música e a Cultura Negra

Festivais Afro: 6 Opções Para Celebrar a Música e a Cultura Negra