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Afroturismo: 5 Destinos Internacionais para Conhecer em 2023

Afroturismo: 5 Destinos Internacionais para Conhecer em 2023

Para quem gosta de viajar, o ano de 2023 promete! E se você está pensando em incluir alguns roteiros de Afroturimo no calendário, saiba que há destinos e experiências incríveis!

Vale lembrar que, quando falamos de Afroturismo, estamos nos referindo à valorização do turismo de patrimônio cultural e/ou imaterial da população negra. É conhecer a história para além da versão do colonizador e compreender que não existe apenas uma verdade.


Nesse quesito, há uma infinidade de roteiros para explorar, não só dentro do Brasil, mas fora também. Para este texto, eu, Rebecca Aletheia, idealizadora e correspondente da Bitonga Travel, escolhi 5 destinos favoritos de Afroturismo fora do Brasil.

Na lista você encontra cidades e territórios na Colômbia, Cuba, Moçambique, Tanzânia e Bélgica. Cada local vem acompanhado de uma sugestão de agência ou guia local para te ajudar com os roteiros e visitas guiadas. Bora planejar suas viagens de Afroturismo para 2023?
  • Cartagena e Palenque (Colômbia)

    A Colômbia tem sido um dos destinos da América Latina bem cotados para o turismo. Além dos povos do Pacífico, que resistem até os dias de hoje, o país possui uma história negra muito forte e enraizada.  

    O destaque vai para a colorida cidade de Cartagena, um dos locais que recebeu grande quantidade de pessoas pretas africanas trazidas forçadamente ao continente americano. As cores da cidade podem ser vistas como uma ressignificação de dores, suor, sangue e lágrimas.


    Lá é possível encontrar sobre a história da população negra, assim como encontrar com as famosas palenqueras, mulheres negras de San Basilio de Palenque, outro lugar que vale a pena incluir no roteiro. 

    Palenque é um um território Afro que fica a aproximadamente 50 Km de Cartagena, em uma área protegida pelas montanhas. Aliás, o nome "Palenque" faz referência aos muros que foram construídos no passado para ajudar na proteção da aldeia. 

    Palenque foi o primeiro povo livre da América, em 1691. Um local com suas próprias leis e população negra resistindo até os dias de hoje, mantendo suas tradições e costumes.


    Deixo aqui o episódio do Podcast da Bitonga Travel que fala sobre San Basilio de Palenque. Assim você pode ter um gostinho do que é vivenciar esse destino e o que encontra por lá.

    E se quiser uma agência para te ajudar a conhecer a história afro de Cartagena e Palenque, indico a Black Legacy Experience.
  • Havana (Cuba)

    Vamos mergulhar na América Central? Um destino queridinho e amado pelos viajantes é Cuba! Muita gente tem procurado esse destino para tentar entender um pouco mais sobre o regime comunista. Mas nem só de Comunismo vive Cuba, não é mesmo? 

    Um país majoritariamente preto, com muita cultura afro-caribenha ainda viva, dá aquele gostinho de estar em casa. Não é à toa que, pelas ruas da cidade de Havana, tive a sensação de estar em Salvador, e vice-versa. Assim como ver a dança Salsa pelas ruas me fez lembrar da Colômbia. 

    Todas essas conexões, principalmente quando estamos falando da cultura africana em diáspora, nos leva a entender que a raiz das nossas similaridades é africana, que somos oriundos da África. 

    A religião Santeria, presente nas ruas da capital de Cuba, lembra muito as religiões de raízes africanas, tanto as do Brasil quanto as da própria África Ocidental. Apesar de cada uma ter suas particularidades e regionalidades, vestimentas e cultos religiosos se assemelham.

    Nos arredores de Havana, vale conhecer Viñales, assim como imergir na história dos "marrons", que são conhecidos em português como quilombos de negros e indígenas.


    Faz muitos anos que fui à Cuba, por isso não consigo mais indicar um serviço de guia que eu mesma tenha testado. No entanto, descobri uma agência chamada Cuba Private Travel que promove roteiros centrados na rica cultura afro-cubana. Vale a pena dar uma olhada e entender mais como trabalham (links acima). 

    Se você já passeou por Havana e tem um serviço de guia para nos recomendar, converse comigo lá no Instagram da Bitonga Travel! 
  • Ilha de Moçambique (Moçambique)

    Se você tem o sonho de conhecer o continente africano e ainda não sabe por onde começar, um dos países que pode entrar para a sua lista é Moçambique. Mas antes de embarcar nessa viagem, te convido a abrir mão de todos os seus pré-conceitos, julgamentos ou dos roteiros mais conhecidos que vemos por aí. 

    Moçambique é um país riquíssimo em matéria de cultura e gastronomia, seguro e com pessoas acolhedoras. Meu destaque para esse destino é a Ilha de Moçambique, que fica na província de Nampula. A ilha é pequena e é possível conhecê-la andando. 

    De uma riqueza cultural indescritível, você encontrará mulheres moçambicanas, conhecidas como "macuas", andando com "mussiro", uma maquiagem (ou máscara) de origem natural no rosto, que além de ser uma espécie de ritual com conotação cultural e identitária, também tem efeito rejuvenescedor. 

    Lá você poderá ver a dança das mulheres macuas, chamada de Tufu. Aliás, nessa região a mulher é o centro da cultura. E também não se assuste se encontrar por lá mulheres muçulmanas, cristãs, hindus e até mesmo protestantes. Trata-se de uma fusão das religiões advinda do processo colonizador. 

    Um lugar que vale a pena visitar na ilha é o Jardim da Memória, construído em homenagem às pessoas negras da região e arredores que foram retiradas de seu continente e enviadas como escravos para diferentes partes do mundo.

    Minha dica de hospedagem na Ilha é o Bed and Breakfast Sunset Dream. Deixo aqui também o episódio do Podcast da Bitonga Travel que fala sobre Moçambique. 
  • Zanzibar (Tanzânia)

    A ilha de Zanzibar, localizada na Tanzânia, é um destino imperdível para se visitar em 2023! Não apenas pelo azul indescritível do mar, que é capaz de deixar todo mundo atatônico, mas pela possibilidade de conhecer mais da cultura africana.


    O acesso para a ilha se dá através de avião ou lancha. A língua falada é a Suawili. Com certeza você já sabe falar uma frase do idioma local: Hakuna Matata, que significa “sem problemas ou "não se preocupe”. É com essa energia que você viverá nessa ilha!


    Predominantemente muçumana, Zanzibar tem uma ligação forte com a cultura árabe, o que fica evidente na comida e na arquitetura, por exemplo. Por diversos momentos pensava estar imersa na cultura persa. 

    Em relação ao que fazer por lá, além de conhecer as praias e sabores da ilha, sugiro imergir na cultura da etnia Massai. A região conta com uma vila chamada Massai World. Lá é possível vivenciar um pouco do mundo deles.

    Zanzibar foi uma das ilhas com maior tráfico de pessoas africanas da África Oriental. Hoje é possível descobrir um pouco dessa história de barbárie no Old Slave Market, museu localizado na catedral Anglicana que retrata o período e o processo de escravidão em Zanzibar.


    Por fim, a última dica é: contrate um guia para ter a melhor experiência possível da ilha. Minha indicação é o guia Matias (link acima). 
  • Bruxelas (Bélgica)

    Após darmos um giro pela América e África, chegou a hora de falarmos da Europa. O continente, além de ser parte central da história de colonização e escravidão de povos africanos, teve muitos de seus bens e patrimônios construídos pelas mãos de pessoas pretas africanas.


    Nada mais justo então do que contar suas histórias e manter viva a memória das pessoas negras. Estou me referindo ao Museu Real da África Central, localizado em Tervuren, uma cidade vizinha à Bruxelas (Bélgica). O local abriga a maior coleção de peças dessa região da África. 


    Como o museu não está localizado em região central, é preciso um pouco de planejamento para visitá-lo. Mas se estiver em Bruxelas, você pode ir de transporte público. Vale cada minuto da visita! 

    E já que falamos em Bruxelas, que tal conhecer Matongé, o bairro africano da capital belga? Lá você fica imerso em cultura e moda africana, gastronomia, música...

    No link acima você confere o perfil de uma brasileira que trabalha como guia de turismo por lá (Bélgica GLN Tourisme). E, para finalizar, deixo também a dica de um post da Bitonga que pode te interessar, com 11 motivos para se apaixonar pela Bélgica!

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