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Cláudia Nascimento
Webdesigner e cofundadora do Acesso para Todos
Acessibilidade Digital: 10 Conteúdos para Aprender Sobre o Tema

Acessibilidade Digital: 10 Conteúdos para Aprender Sobre o Tema

Nós necessitamos de uma web mais inclusiva, com igualdade de oportunidades para todas as pessoas, incluindo as pessoas com deficiência.

Apesar da acessibilidade digital ser um direito do cidadão garantido por lei – a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146) – , números divulgados por pesquisas recentes mostram que os sites sem barreiras de acesso não chegam a 5%.

Um dos grandes desafios para tornar os ambientes digitais mais acessíveis ainda é a falta de conhecimento sobre o assunto. Sejam pessoas que publicam conteúdos ou profissionais que criam e desenvolvem plataformas digitais, todos nós podemos fazer a diferença!

Neste artigo dou 10 dicas de conteúdos (blogs, sites, vídeos, etc.) para que você mergulhe nesse universo rico, complexo e apaixonante!
  • Acervo Digital de Acessibilidade na Web

    O Ceweb, ou Centro de Estudos da Web, é um departamento do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) que promove diversos projetos e atividades sobre a web e disponibiliza informações importantes para a comunidade brasileira.

    Em seu site, o Ceweb possui um acervo digital organizado por temas. Um dos temas é justamente "Acessibilidade na Web" que reúne um rico repositório de publicações tais como vídeos, podcasts, resultados de estudos, artigos, dentre outros. 

    Como destaque, temos para download ou consulta os cinco fascículos da Cartilha de Acessibilidade na Web do W3C (World Wide Web Consortium), em parceria com o NIC.br e o CGI.br. (Comitê Gestor da Internet no Brasil).

    Um ótimo lugar para começar a aprender!
  • Princípios do Design Inclusivo

    Quando falamos em inclusão digital, estamos falando em desenhar projetos que coloquem as pessoas em primeiro lugar. Desenhar para as pessoas significa considerar suas diferenças, porque não existe um ser humano modelo, com características definidas.

    Por isso é importante conhecer os princípios de design inclusivo, que são baseados nos princípios de desenho universal. 

    O site que explica o conceito foi desenvolvido por Henny Swan, Ian Pouncey, Heydon Pickering e Léonie Watson (inclusivedesignprinciples.org) e foi traduzido para o português por Marcelo Sales, profissional especialista em acessibilidade digital.
  • Iniciativa de Acessibilidade Web (WAI)

    A Iniciativa de Acessibilidade Web ou Web Accessibility Initiative (WAI) é um departamento do W3C criado para desenvolver padrões e material de apoio para a comunidade global que deseja compreender e implementar acessibilidade em seus canais de comunicação na web.

    Quem compreende bem o idioma inglês terá acesso a muito material rico como cursos online, vídeos e tutoriais de como planejar, desenhar, desenvolver, testar e avaliar a acessibilidade em plataformas digitais e aplicativos.
  • Acessibilidade na Web
    R$ 39,90

    Reinaldo Ferraz é referência em acessibilidade na web no Brasil. Ele trabalha com web há 24 anos e atualmente coordena as iniciativas de acessibilidade na Web do NIC.br. 

    Além de coordenar diversos projetos relacionados à acessibilidade digital, é palestrante, coordenador do Grupo de Trabalho de Acessibilidade do W3C no Brasil, professor de design de interfaces acessíveis na PUC-SP e já escreveu alguns livros sobre o tema.

    "Acessibilidade na Web: boas práticas para construir sites e aplicações acessíveis" é o seu último livro publicado. Didático e muito prático, indico para quem deseja aprender a criar ambientes web mais acessíveis.

    Reinaldo mantém um blog sobre acessibilidade, com diversos artigos que explicam questões específicas de caráter mais técnico, mas que podem ajudar qualquer pessoa que publique conteúdo na web.
  • Manual de Acessibilidade em Documentos Digitais

    O Instituto Federal do Rio Grande do Sul, através de seu Centro Tecnológico de Acessibilidade (CTA), vem fazendo um trabalho muito importante no sentido de democratizar os espaços digitais para que possam ser acessados sem barreiras por todas as pessoas.

    O Instituto cria soluções voltadas a facilitar o dia a dia dos diversos perfis de usuários, incluindo as pessoas com deficiência. O site do Instituto mantém uma central de Dicas de Acessibilidade com artigos e tutoriais sobre o tema.

    Uma dica muito especial é o Manual de Acessibilidade em Documentos Digitais, criado pelos autores Bruna Poletto Salton, Anderson Dall Agnol e Alissa Turcatti, um documento pioneiro que pode ser adquirido gratuitamente na web e contém um tutorial bem detalhado para quem deseja criar conteúdos e documentos digitais mais acessíveis.
  • Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.1

    Para profissionais que trabalham diretamente com a web e que desejam incorporar a acessibilidade como requisito em seu trabalho, é indispensável conhecer as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) do W3C. Essa documentação contém recomendações, técnicas e melhores práticas para a construção de páginas web e conteúdo com acessibilidade.

    As WCAG estão em sua versão 2.1 (a versão vigente), mas já temos outras duas versões (2.2 e 3.0) em andamento.

    Essa é a bíblia da acessibilidade para todos os profissionais web e o caminho mais seguro para construir ambientes web acessíveis ao maior número de pessoas possível.
  • Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG)

    O eMAG ou Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico é uma iniciativa do governo brasileiro. Trata-se de um conjunto de recomendações que têm como objetivo ser referência para a padronização do desenvolvimento e adaptação de conteúdos digitais de sites do governo federal.

    Apesar disso, muitas empresas no Brasil que não são vinculadas ao governo possuem seus sites acessíveis de acordo com o eMAG. Suas recomendações são muito próximas do WCAG, mas direcionadas para o público brasileiro.

    Quem deseja receber o certificado de acessibilidade digital da Prefeitura de São Paulo, por exemplo, precisa ter seu site validado de acordo com esse modelo.
  • GAIA - Sites Inclusivos a Pessoas com Autismo

    GAIA é o resultado do projeto de mestrado de Talita Pagani, especialista em UX, tecnologias web e acessibilidade digital.

    Talita estudou o universo do espectro autista e criou um conjunto de recomendações, o Guia de Acessibilidade de Interfaces Web, para ajudar desenvolvedores e educadores a desenvolverem websites mais adequados às necessidades de pessoas e crianças autistas.

    O projeto está disponível na web e é muito didático, fácil de compreender e de usar, mesmo para quem não tem conhecimento técnico.
  • Movimento Web para Todos

    Criado em 2017 pela empreendedora Simone Freire, o Movimento Web para Todos é uma rede de profissionais, pessoas e empresas que tem como objetivo mobilizar a sociedade para a causa da acessibilidade digital, além de ajudar a transformar a qualidade da acessibilidade na web brasileira.

    O movimento publica muito conteúdo, incluindo entrevistas, artigos, tutoriais, etc. e promove estudos e pesquisas sobre a qualidade da acessibilidade no Brasil, o que ajuda a compreender o cenário atual da acessibilidade na web no Brasil.
  • Canal do Nic.br no YouTube

    O canal de vídeos do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) no YouTube é um excelente local para quem gosta de estar atualizado sobre os temas da web em formato de vídeo, incluindo o tema de acessibilidade.

    O canal disponibiliza os vídeos do evento Todos@Web na íntegra – um evento que tem a acessibilidade como foco – , desde que ele passou a ser online. 

    Além disso, o canal disponibiliza diversos outros vídeos como as Conferências Web.br, que sempre possuem trilhas voltadas para o tema da Acessibilidade, o vídeo do Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web, além de outros seminários e eventos sobre este e outros temas da web.